terça-feira, 25 de outubro de 2011

Lugares




Em cima da cama
embaixo do teto
ao lado do box

Em volta do teu sexo

No centro da sala
na porta do quarto
dentro e fora

DELA


Joakim Antonio








Sem hora, sem demora
rápido ou lentamente
me algeme

saboreando sua pele com unhas e dentes
geme

sem pudor, sem frescura
no banho ou salgando com suor a língua
exposta, espera, aberta

SUA



Renata Fagundes





quinta-feira, 7 de julho de 2011

Palavras aladas



Quero as palavras impronunciáveis
que escorrem e saem

molhadas

do céu da sua boca


Joakim Antonio






Quero a pele marcada
barba, pauta, poros

sou papel

para sua escrita.


Renata Fagundes


terça-feira, 14 de junho de 2011

Ter você



Não quero teus desejos certos
dispenso tudo que pensas
quero entrar em teu íntimo
derrubar tuas muralhas
andar sem medo pelos teus perigos
e no final ter você
totalmente minha

Joakim Antonio





Me chama de sua menina
coisa divina
quando se aproxima
se esfrega 
sente cheiro de sexo
o gosto da minha pele
ofegante, arranha, aperta
esquece a menina
encontra a fera
faminta à sua espera


Renata Fagundes




sábado, 14 de maio de 2011

Somos feitos de suor e palavras




Você faz caras e gestos
impossíveis de não ler
apenas um breve suspiro
revela você
teus olhos brilham
chamando
tua pele transpira
pedindo
então teu caminhar
muda
começa a dança
leve solta direta
com rumo certo
para nossa cama

Joakim Antonio








Sua respiração me chama
sigo trêmula
molhada, ofegante
minha pele
sua escrava
precisa de mãos e dentes
língua e tapas
sua barba
marca o território
arranha
escreve na carne
papel para o poeta
que goza


Renata Fagundes




domingo, 17 de abril de 2011

Decifrando sensações

Alguns não acreditam
parece mentira
os anos passam e você fica mais bonita
não há caminhos que não vi
curvas que não toquei
em ti
Mas como mágica
você muda
conforme a lua
que lhe transforma
em loba no cio
E eu
transformado pelo teu cheiro
te tomo
te provo
te faço
outra
que na mesma hora
insaciável
pede mais

Joakim Antonio 








Falamos a mesma língua
troca de olhares
travessura que me excita
sorrisos maliciosos
nos decifram
suas mãos em minha virilha
doce perigo
boca saliva
vigilia
somos pecadores
fugitivos
amantes enlouquecidos
desejo desmedido
voltamos para toca
animais no cio

Renata Fagundes





segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Furacão




Sinto o ar eletrificado e delicioso do tesão, 
do pecado dos puros, do normal dos impuros, 
celestial dos anjos e bestial dos demônios. 

Deixando sussurros e marcas na cama, 
espalhando para a sala, cozinha e afora, 
como gritos silenciosos que chamam,
ao antigo ritual de almas se unindo, 
em chamas
 no meio 
desse sexual furacão.


Joakim Antonio








A força do furacão que foge da calmaria

arranha a carne, espalha as roupas
invade com força, com jeito de dono, com a força do cio
morde, aperta, domina
 depois se vai
deixando um rastro de suor
gritos silenciados pelo prazer obtido
 pele molhada de saliva
corações acelerados
respiração entrando no ritmo dos batimentos sanguíneos

e o furacão adormece nos braços da calmaria.


Renata Fagundes



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Marcas





Deixa marcas em minha pele como uma fera
depois dorme feito filhote.


Renata Fagundes







Escrita em braile, dentes e saliva quente. 
Línguas passadas. 
Código secreto para quem compreende.


Joakim Antonio